O falante não é um Adão, e por isso o próprio objeto do seu di...

O falante não é um Adão, e por isso o próprio objeto do seu discurso se torna inevitavelmente um palco de encontro com opiniões de interlocutores imediatos (na conversa ou na discussão sobre algum acontecimento do dia-a-dia) ou com pontos de vista, visões de mundo, correntes, teorias, etc., (no campo da comunicação cultural). Uma visão de mundo, uma corrente, um ponto de vista, uma opinião sempre tem uma expressão verbalizada. Tudo isso é discurso do outro (em forma pessoal ou impessoal), e este não pode deixar de refletir-se no enunciado. BAKTHIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 294.

Bakhtin aborda a característica dialógica da linguagem, ao comparar que tudo o que falamos é em resposta a um enunciado anterior. Mas esses enunciados prévios não necessariamente precisam ser verbalizados, pois

1 Resposta

Michaeldouglas

Bakhtin é um dos principais teóricos da linguagem que conhecemos. Suas teorias são base para vários desdobramentos do estudo linguístico. Quando ele fala das características dialógicas da língua, podemos entender que ele se refer ao processo social a que esta está submetida.

Essa ideia vem do conceito de Círculo desenvolvido por Bakthin. Neste sistema, o que ocorre é que os sujeitos e discursos estão em um círculo de interação verbal. Todo enunciado, dessa forma, está profundamente conectado com a realidade social e histórica na qual ele está envolvido. Assim, podemos dizer que é verdadeiro o que se afirma em:

a) são constituídos por elementos do arcabouço sociocultural, formado pelos discursos correntes dentro de dado espaço.

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